Não deixai-me caminhar sozinho
Preciso-te comigo aqui espalhando
Nossa arte, façamo-lo encantando
Eterno é, percorrermos este caminho
Para torna-lo um fato, tanto alinho
À angústia, alívio; vamos doando
E aos desamores, amores poetando
Estará na anamnesia do pergaminho
Sem fugir regra qualquer, cantemos,
No som do soneto, todas revoltas,
Nosso descontentamento presente;
São todas retas estás linhas tortas,
Andemos nela alegre desigualmente;
Algo valeroso, pela poesia, o façamos.
António Vicente
24.07.13
©
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