sábado, 31 de agosto de 2013

Nossa Arte Faça-mo-lo Encantando

Não deixai-me caminhar sozinho
Preciso-te comigo aqui espalhando
Nossa arte, façamo-lo encantando
Eterno é, percorrermos este caminho

Para torna-lo um fato, tanto alinho
À angústia, alívio; vamos doando
E aos desamores, amores poetando
Estará na anamnesia do pergaminho

Sem fugir regra qualquer, cantemos,
No som do soneto, todas revoltas,
Nosso descontentamento presente;

São todas retas estás linhas tortas,
Andemos nela alegre desigualmente;
Algo valeroso, pela poesia, o façamos.

António Vicente
24.07.13
©

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