terça-feira, 4 de junho de 2013

O Mar Devolveu-tê À Mim

O Mar Devolveu-tê Á Mim

Não vá morrer nenhuma de ti,
Traga o sol dos seus olhos;
O mar devolveu-tê á mim

Morri para viveres nas eternidades,
Dos meus versos que por ti canto;
Não durma no infinito do meu pranto,
Quero sentir teus pés nas minhas cidades,
De trovas contínuas vestidas de felicidades;
Nada e ninguém tem direito de dar-tê o fim,
O mar devolveu-tê á mim.

António Vicente Aposiopese

Teus Óleos De Girassol

Teus Óleos De Girassol

Lindamente desabroxa o sol;
Em pétalas quentes e frias
E nas noites dos meus dias
Colher, vou teus óleos de girassol

Escorrendo vão correndo no lençol
Dos teus peitos que cantam ousadias
De poesias que ardentimente escondias
No segredo das tuas pernas de anzol

Rios dos meus amores afogados
Desaguam nas colinas do teu ventre
Contaminando os teus pescados

Decorei teu ponto G e todos inflamados
Lábios labirintos na mão e na mente
Quem fui eu dentre teus amados ?

Autor: António Vicente Aposiopese

Dádivas Á Meu Coração

Para o Pai se ergueram os braços
Do meu Coração e senti abraços; de poesia
Todo de mim forte ardia; e diferente dizia
Em cada verso que escrevia; senti laços

Senti Deus nos meus sanguíneos vasos
Não escassos; todo eu comigo via
O que em súplicas pedia; sem perceber o fazia
Além do mais que queria; faço-os e não por acasos

O tenho c'os amores e faço co'paixão
Jamais afogar-se-a no caixão; teme-lhe a morte
Chamam-lhe sorte; bênçãos de Sua mão ?

Plantados  no alto meus frutos serão
O que comeis são; desde o mote
Dádivas Á Meu Coração

Autor: António Vicente

Ambos Frutos Proibidos


46. Ambos Frutos Proibidos

Trovejam fortes orgasmos
No teu olhar de me ver passar
Tens que de mim se cansar
Pois nada juntos damos

Siga teu norte e lá vamos...
Cada vendo seu coração vazar
Este amor emugrece por não te dar
Ambos frutos proibido somos !

Secaram minhas forças de lutar
E Com elas de continuar a viver
Mas nunca diga que amor fomos

Se não ainda venho relutar
Janelas abertas deixe para eu á ver
Em noites de luas estes frutos comeremos

António Vicente Aposiopese

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Estações Do Meu Coração

Estações do meu coração

Caem as pétalas e florecem,
Na manhã que chove o verão,
Despede-se a despida ilusão.
Arilhos no inverno crescem...

Os teus beijos no outono caem,
E apanho co's olhos da paixão,
E co's mesmos faço devolução.
Na primavera rejuvenescem...

E vivo eu nestas constantes
Estações do meu coração
Que ora quente, ora frias

Ora doce, ora desilusão,
Igual ao que tanto querias;
Tens-me nas tuas mãos lecitantes !...

António Vicente Aposiopese

04/05/13