terça-feira, 4 de junho de 2013

Dádivas Á Meu Coração

Para o Pai se ergueram os braços
Do meu Coração e senti abraços; de poesia
Todo de mim forte ardia; e diferente dizia
Em cada verso que escrevia; senti laços

Senti Deus nos meus sanguíneos vasos
Não escassos; todo eu comigo via
O que em súplicas pedia; sem perceber o fazia
Além do mais que queria; faço-os e não por acasos

O tenho c'os amores e faço co'paixão
Jamais afogar-se-a no caixão; teme-lhe a morte
Chamam-lhe sorte; bênçãos de Sua mão ?

Plantados  no alto meus frutos serão
O que comeis são; desde o mote
Dádivas Á Meu Coração

Autor: António Vicente

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